O que envolve o içamento e a movimentação de silos e tanques?
O içamento e a movimentação de silos e tanques fazem parte de operações industriais que exigem muito mais do que simplesmente levantar uma carga. Esses equipamentos costumam apresentar grandes dimensões, geometrias específicas e pontos de pega que precisam ser avaliados antes de qualquer movimentação.
Dependendo do projeto, o serviço pode envolver retirada de uma posição existente, giro, transporte interno, elevação sobre estruturas, passagem por áreas restritas e posicionamento final sobre bases, suportes ou fundações.
Para planejar corretamente a operação, é necessário analisar o conjunto completo da movimentação e não apenas o peso informado do silo ou tanque.
Por que esse tipo de operação exige planejamento?
Silos e tanques podem ser altos, largos, cilíndricos ou possuir acessórios externos, bocais, plataformas, escadas e estruturas que interferem no içamento. Além disso, a posição dos pontos de pega e a distribuição de massa podem alterar o comportamento da carga durante a elevação.
Por isso, antes da operação, é importante entender onde a carga está, para onde precisa ir, quais obstáculos existem no percurso e quais equipamentos conseguem trabalhar dentro das condições reais do local.
1. Peso e dimensões precisam estar confirmados
O primeiro passo é confirmar o peso real do silo ou tanque e suas principais dimensões: altura, diâmetro, largura total, comprimento e eventuais componentes instalados.
Essas informações ajudam a determinar o porte do equipamento, a geometria do içamento e a necessidade de acessórios específicos de amarração e distribuição de carga.
2. Centro de gravidade e pontos de pega
Em cargas de grande volume, o centro de gravidade pode não coincidir exatamente com o centro geométrico. Diferenças de espessura, reforços, bocais, motores, tubulações, pés de apoio e outros componentes podem deslocar a distribuição de massa.
Os pontos de pega precisam ser compatíveis com a estrutura da carga e com a forma planejada para levantar, girar ou posicionar o conjunto.
O planejamento deve evitar inclinações inesperadas, esforços inadequados nos pontos de pega e movimentos que dificultem o controle durante a operação.
3. A trajetória da carga é tão importante quanto a retirada
Não basta verificar se o equipamento consegue retirar o silo ou tanque de sua posição inicial. Toda a trajetória precisa ser considerada, inclusive o giro, a passagem por estruturas e o posicionamento final.
- Pega: condição inicial em que a carga é elevada.
- Trajetória: caminho percorrido durante o giro e a movimentação.
- Destino: condição final para posicionar e apoiar a carga.
Em muitos casos, o ponto mais crítico da operação acontece no destino, quando o raio aumenta ou quando é necessário vencer uma estrutura existente.
4. Escolha do guindaste
A seleção do guindaste deve considerar a capacidade disponível na configuração real de trabalho. Peso da carga, raio de operação, comprimento de lança, altura necessária, contrapeso e patolamento precisam ser analisados em conjunto.
Um equipamento classificado com determinada tonelagem não possui essa capacidade em todas as posições. A verificação deve ser feita conforme a tabela de carga do modelo considerado para a operação.
5. Espaço para patolamento e condições do terreno
A área onde o guindaste será instalado precisa oferecer espaço suficiente para o patolamento e condições compatíveis com as reações transmitidas ao solo.
Pisos industriais, áreas pavimentadas, terrenos compactados, lajes e regiões próximas a galerias ou estruturas enterradas devem ser avaliados conforme as condições do serviço.
6. Acessos e interferências do local
O acesso do equipamento ao ponto de trabalho também faz parte do planejamento. Portões, ruas internas, galpões, estruturas metálicas, redes elétricas, tubulações, árvores e edificações podem limitar o posicionamento do guindaste.
Se o equipamento precisar trabalhar mais distante por falta de espaço ou interferências, o raio de operação aumenta e a capacidade disponível pode diminuir.
7. Acessórios de içamento
Além do guindaste, a operação pode exigir acessórios adequados à geometria e aos pontos de pega do silo ou tanque.
- cintas de elevação;
- lingas;
- cabos de aço;
- manilhas;
- balancins ou travessas;
- protetores para pontos de contato;
- outros dispositivos compatíveis com a operação.
A configuração escolhida deve distribuir os esforços de maneira adequada e permitir que a carga permaneça controlada durante a movimentação.
8. Quando pode ser necessária uma movimentação combinada?
Nem sempre o serviço termina com a atuação do guindaste. Em ambientes industriais, o silo ou tanque pode precisar ser deslocado horizontalmente dentro de galpões ou áreas com acesso limitado antes ou depois do içamento.
Nessas situações, podem ser utilizados outros recursos de movimentação industrial, de acordo com peso, piso, espaço disponível e condição da carga.
Quais informações ajudam a planejar a operação?
- peso confirmado do silo ou tanque;
- altura, diâmetro, largura e comprimento;
- desenhos técnicos, quando disponíveis;
- posição e condição dos pontos de pega;
- fotos e vídeos da carga;
- fotos e vídeos do local;
- posição de retirada;
- posição final;
- distâncias aproximadas;
- altura necessária para o içamento;
- condições de acesso;
- área disponível para posicionamento e patolamento;
- interferências existentes no percurso.
Erros comuns nesse tipo de movimentação
- selecionar o equipamento apenas pelo peso informado;
- não confirmar as dimensões externas da carga;
- ignorar o centro de gravidade e os pontos de pega;
- avaliar apenas a retirada e não o destino;
- desconsiderar interferências aéreas e laterais;
- não verificar espaço suficiente para patolamento;
- subestimar a necessidade de acessórios de içamento;
- não considerar a movimentação interna após o içamento.
Exemplo prático: retirada de um tanque industrial
Imagine um tanque instalado próximo a uma estrutura industrial. Mesmo que seu peso esteja dentro de uma faixa relativamente baixa, o guindaste pode precisar trabalhar a uma distância maior por causa de tubulações, paredes ou equipamentos existentes.
Nesse cenário, o planejamento deve considerar o raio real, a altura necessária para vencer as interferências, o comprimento de lança, a posição de giro e o espaço disponível para apoiar o tanque no destino.
Resumo: o que deve ser analisado?
Uma operação segura e eficiente depende da compatibilidade entre as características do silo ou tanque, os equipamentos disponíveis e as condições reais do local.
Conclusão
O içamento e a movimentação de silos e tanques exigem planejamento técnico e atenção a diversos fatores que vão além do peso da carga.
Dimensões, centro de gravidade, pontos de pega, raio de operação, altura, terreno, acessos, interferências e posição final precisam ser considerados para definir a estratégia de movimentação.
Quando essas informações são avaliadas previamente, é possível selecionar melhor os equipamentos e organizar uma operação mais controlada, eficiente e adequada às condições do local.
Precisa içar ou movimentar um silo ou tanque?
Envie o peso e as dimensões da carga, fotos do local, posição de retirada, destino e as principais condições de acesso. A equipe da ALTMOV poderá avaliar a operação e indicar uma solução adequada para o içamento e a movimentação.
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